Jornal da Morte: música e gritos denunciam a péssima prática jornalística

Composição de Miguel Gustavo de 1961 denuncia jornais que se aproveitam da morte para se promover nas vozes de Roberto Silva, Casuarina e Nação Zumbi
Com a voz expressiva de Roberto Silva e um coral feminino, em 1961, no disco Descendo o Morro, Volume 4, entrava em cena uma música que serve de hino para denunciar o setor da imprensa que usa o sofrimento do povo para se promover. Os gritos servem para chamar a atenção e denunciar o conteúdo da época dos impressos e hoje dos programas televisivos.

Jornal da Morte – Roberto Silva
Jornal da Morte é uma música de Miguel Gustavo, compositor e radialista que compôs o hino da copa de 1970, “Pra frente Brasil”.  Com esses versos no inicio da música, “Vejam só este jornal / Verdadeiro hospital / Porta voz do bangue-bangue / Da polícia central” vem denunciar a prática do jornalismo e de tablóides que viam somente os casos policiais explorando a dor e o sofrimento.
OS casos utilizados são inseridos na música como nos três exemplos, “Treslocada, semi-nua / Jogou-se do oitavo andar / Porque o noivo não comprava / Maconha pra ela fumar”, no outro” Um escândalo amoroso / Com retratos do casal” e no ultimo, “Um bicheiro assassinado / Em decúbito dorsal”.
Jornal da Morte – Nação Zumbi
A conclusão é colocada nos versos finais da música “Cada página é um grito / Um homem caiu no mangue / Só falta alguém espremer o jornal / Para sair / Sangue. sangue, sangue”.
A composição está ganhando novas interpretações como nas vozes do Nação Zumbi e Casuarina, que realizam uma homenagem a Roberto Silva.
Jornal da Morte – Casuarina e Roberto Silva
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