Gordurinha: um baiano que fez Luiz Gonzaga cantar a Súplica Cearense

Imortalizado na voz de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, a música Suplica Cearense, composta pelo baiano, Waldeck Artur de Macedo, conhecido como Gordurinha, brincadeira a despeito de sua magreza e seu parceiro Nelinho, sobre as chuvas intensas que abateram o território cearense em contraposição a seca.
Gordurinha, humorista que atuou na Rádio Sociedade da Bahia e na Rádio Nacional, teve também a carreira de compositor, tendo escrito a música Chiclete com Banana, que ganhou força na voz de Gilberto Gil, na gravação após a sua morte no ano de 1969, com o disco Expresso 2222.

Gordurinha – Súplica Cearense
A composição Súplica Cearense data do ano de 1967. Com a força de sua mensagem ganhou fama,  se tornando um hino da região sobre a intensidade da seca e das intempéries da região, que além da voz de Luiz Gonzaga, teve o dueto com o cearense Raimundo Fagner.
Em 2012, 45 anos depois, no dia 22 de junho em Fortaleza deu a impressão que ia chover o ano inteiro, tendo sido a maior chuva do ano, após um longo período de intensidade de sol. A angústia da música se materializou nesse cenário de sol forte e chuvas poucas, mas intensas.
A safra do estado caiu à projeção em 82,7% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatica (IBGE), colocando as nossas vidas nas mãos de Deus, conforme cantava Gonzaga, o Rappa e Casuarina.
Com o sucesso da canção que narra a fé cearense e suas súplicas pelas chuvas, outros grupos e cantores gravaram a composição dentre eles, Casuarina no ano de 2003, que no programa Sr. Brasil, conjugou a música com a poesia de Olegário Mariano na voz de Rolando Boldrin e em 2008, no disco 7 vezes pelo grupo o Rappa. Assim como o cearense Fagner, que dividiu a música com o Rei do Baião.
Fagner e Luiz Gonzaga – Súplica Cearense
O Rappa – Súplica Cearense
Casuarina e Rolando Boldrim – Súplica Cearense
Súplica Cearense                                                                                               
Gordurinha e Nelinho
Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar
Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há
Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedir pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão
Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração
Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar
Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará
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