Renato Teixeira: uma canção para descrever a vida do caminhoneiro


A vida de caminhoneiro ganhou em 1979, um seriado de televisão com o nome Carga Pesada, com os atores, Antônio Fagundes e Stênio Garcia. A abertura do seriado foi composta pelo violeiro Renato Teixeira, tendo na primeira temporada em 79, a apresentação em instrumental por Renato Teixeira. Em 2003, teve a interpretação de Chitãozinho e Xororó e em 2007 com Renato Teixeira.

A música “Frete” relata os sentimentos dos motoristas das estradas do Brasil, que percorrem cada lugar deste rico território. O oficio de movimento leva a conhecer paisagens, locais e pessoas. As mulheres do caminho fazem mexer o coração do caminhoneiro, que segundo a canção busca a separação entre oficio e amor, mas não negando a satisfação dos desejos.
A vontade da mulher é ressaltada na música, em conjunto com o sentimento de limites do caminhoneiro, exposta nos seguintes versos: “Eu conheço as minhas liberdades / pois a vida não me cobra o frete”. A frase expõe que o caminhoneiro conhece os caminhos da estrada, das pessoas e das dificuldades do caminho.
Movimento, cidades, paisagens, sotaques, mulheres e família são elementos da família do caminhoneiro, sendo que este só deixa a estrada para voltar para o braço da esposa e dos filhos.
A música foi cantada durante o show amizade sincera com Renato Teixeira e Sergio Reis, durante o ano de 2010.
Veja Renato Teixeira – Frete

 

Frete
Carga Pesada
Compositor: Renato Teixeira
Eu conheço cada palmo desse chão
é só me mostrar qual é a direção
Quantas idas e vindas meu deus quantas voltas
viajar é preciso é preciso
Com a carroceria sobre as costas
vou fazendo frete cortando o estradão
Eu conheço todos os sotaques
desse povo todas as paisagens
Dessa terra todas as cidades
das mulheres todas as vontades
Eu conheço as minhas liberdades
pois a vida não me cobra o frete
Por onde eu passei deixei saudades
a poeira é minha vitamina
Nunca misturei mulher com parafuso
mas não nego a elas meus apertos
Coisas do destino e do meu jeito
sou irmão de estrada e acho muito bom
Eu conheço todos os sotaques
desse povo todas as paisagens
Dessa terra todas as cidades
das mulheres todas as vontades
Eu conheço as minhas liberdades
pois a vida não me cobra o frete
Mas quando eu me lembro lá de casa
a mulher e os filhos esperando
Sinto que me morde a boca da saudade
e a lembrança me agarra e profana
o meu tino forte de homem
e é quando a estrada me acode
Eu conheço todos os sotaques
desse povo todas as paisagens
Dessa terra todas as cidades
das mulheres todas as vontades
Eu conheço as minhas liberdades
pois a vida não me cobra o frete
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