Arthur Poerner: Entre livros e sambas, uma amizade com Candeia

Jornalista Arthur Poerner (Foto: http://robertlobato.com.br/o-poder-jovem-resiste/)
No dia 01 de outubro de 1939 nascia o jornalista Arthur Poerner. Famoso entre a juventude por ser autor do livro “Poder Jovem: história da participação política dos estudantes brasileiros” que conta a trajetória do movimento estudantil brasileiro, desde a fundação da União Nacional dos Estudantes até o Fora Collor.
Autor de vários livros, jornalista do Pasquim e do Correio da Manhã, ex-presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, Poerner possui uma longa trajetória politica e no campo das letras. Também exerceu a atividade de compositor tendo criado sambas ao lado de Candeia e  tendo sido amigo de Ismael Silva.

Veja o depoimento de Poerner sobre a amizade com Candeia
Seu primeiro em coautoria com Candeia foi a música “Saudade”. A canção foi gravada no disco “Seguinte…: raiz” e posteriormente, no “Filosofia do samba”, ambos interpretados por Candeia.
A composição fala do vazio deixado pelo adeus de Zé da Fome e Paulo da Portela, este último cantado em dezenas de homenagens como a música de Nelson Cavaquinho, “Salve Mangueira”, assim como na música de Monarco, “Portela desde que eu nasci”.
Outra parceria com Candeia foi “Morro do sossego”, censurada pela ditadura militar.  A música foi gravada por Cristina Buarque, somente no ano de 1987. A canção foi proibida por que fala das experiências em um terreiro de umbanda, na localidade do Morro do Sossego.
Escute “Saudade” – Candeia e Arthur Poerner
A perseguição pela ditadura militar fez com que em 1972, Poerner fosse para o exilio, assim afastando-se dos amigos. Voltou ao Brasil em 1979, com o movimento de anistia, mas infelizmente não pudera ver o amigo Candeia novamente, pois este faleceram em 1978.
Arthur Poerner teve outras músicas parcerias musicais como: “Pra multiplicar o bem” com João do Vale, “Vou-me embora” com Baden Powell e “Olga” com Biafra e Cássio Tucunduva.
Conheça:
“Morro do sossego”
Candeia e Arthur Poerner

No catiri o menino
Como que estava o morcego
Naquele ponto elevado
Seu sangue é preservado
No catiri o inquilino
Sossega lá no sossego
Morro dos mais sossegados
Onde ele veio morar
O que é o sossegado
Eu não vou mais trabalhar
Nasci pra ser humilhado
É mais negocio deitar
Vou deitar ate rolar
E sonhar pra melhorar
Ninguém vai me escravizar
Sou dono e não empregado
Uma vida pra gastar
Num gasto e não sou gastado
Vou me economizar
Não vou ser esvaziado
Pro meu patrão engordar
Homem não consome o homem

Conheça mais sobre Poerner em seu blog: http://arthurpoerner.blogspot.com.br/

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