Matheus Torreão e Clarice Falcão participam do clipe A Volta do Mecenas

No dia 3 de novembro de 2015 foi lançado no youtube, o vídeo da canção “A Volta do Mecenas” com a interpretação do Pernambucano Matheus Torreão e Clarice Falcão. O clipe apresenta os dois músicos sentados nas ruas com o chapéu pedindo dinheiro e brinca através da letra sobre a situação do financiamento da música, em que a solução seria a volta do Mecenas.

Na descrição do vídeo Matheus Torreão faz a seguinte ironia,

“Desde que ele se foi, diz-se que voltará. Para transformar dívidas em versos de Dante, hipotecas em fábulas de La Fontaine, ordens de despejo em sonetos de Camões. Para tirar os nomes do Serasa e colocar na história. Ele, profeta do sublime, santo da bon vivagem, padroeiro do artista desafortunado: sim! Ele há de voltar! E na fartura bacante de seu retorno limpará os lábios saciados com editais do Minc, e limpará os fundos com as notas fiscais do Funcultura, e ébrio de vinho gargalhará das campanhas do Catarse. Ele ama as artes. Ele é podre de rico. Ele é o mecenas”.

A também pernambucana Karina Buhr em seu disco “Eu menti pra você” de 2011 lançou a música “Ciranda do Intentivo” que discute as leis de incentivo a cultura, como fala nos seguintes versos: “Eu vou fazer uma ciranda / pra botar o disco /  na Lei de Incentivo à Cultura, / à Cultura”.

Assista Matheus Torreão e Clarice Falcão – A Volta do Mecenas

Ficha Técnica:

Direção: Lucas Cunha

Fotografia: Dudu Mafra

Câmera: Dudu Mafra e Felipe Abrahão

Som Direto: João Henrique Costa

Figurino: Anouk Zee

Cor: Dudu Mafra

Mixagem e Finalização: Fabio Carneiro Leão

Letra & Música: Matheus Torreão

 

Conheça a letra:

A Volta do Mecenas

 

Onde foi aquele moço bom da renascença,

Pai gentil das fábulas, romances e poemas?

Quem vai sustentar conosco o peso dessa pena?

Estamos todos esperando a volta do mecenas

 

E você diz: “Olha, que linda as rosas.

Quando eu digo: Acorda. Quem se importa?”

 

Quando foi que entramos nesse estado de demência?

A cada nova década aumenta a decadência,

E quem é que toma as divinas providências?

Eu não tenho pressa, mas me falta paciência.

 

E você diz: “Olha, o raiar da aurora,

Quem dormir agora vai perder a hora de ver o sol nascer

 

Pois ainda há tempo para a nova renascença,

Pra fazer sorrir nossos romances e poemas

E abençoar a tinta dessas novas penas

Haverá de vir, enfim, a volta do mecenas”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s