Xote da Navegação: Quinze anos para compor uma música de Chico Buarque e Dominguinhos

Dentre as parcerias que Chico Buarque teve com Dominguinhos, uma canção teve um papel particular. O pedido de uma letra para Chico Buarque que deveria ser colocada sobre uma melodia elaborada por Dominguinhos levou a uma comparação com um gigante da música brasileira, Dorival … Continuar lendo

Marya Bravo dá nova interpretação a músicas que desafiaram o regime militar

Em 2014, a cantora Marya Bravo lançou o seu terceiro álbum de carreira “Comportamento Geral – Canções da Resistência”, que interpreta 13 canções do período de 1968 a 1978 na resistência ao regime militar. O álbum é resultado de um … Continuar lendo

O Trono do Estudar: 19 vozes em defesa dos estudantes de São Paulo

Dani Black não imaginou quando compôs “O Trono do Estudar”, que sua música viraria um coral de vozes tão significativas na música brasileira. Mas nesta terça-feira (22/12) foi lançado o Clipe “O Trono do Estudar” que reuniu mais de 19 vozes, … Continuar lendo

Miguel Faria Jr prepara documentário sobre Chico Buarque

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A notícia veiculada na coluna do jornalista Anselmo Gois que o documentário sobre Chico Buarque ficaria pronto em fevereiro ganhou espaço nos diversos veículos da mídia nacional.

Com o titulo “Chico: artista e o tempo” será dirigido pelo diretor Miguel Faria Junior, responsável pelo documentário “Vinicius” de 2005, que conta a história do poeta e amigo de Chico Buarque, Vinicius de Moraes. Continuar lendo

Lia de Itamaracá: 70 anos de ciranda

Maria Madalena, a Lia de Itamaracá, nasceu no dia 12 de janeiro de 1944. São 70 anos defendendo e cantando um estilo de música que se confunde com a própria interprete.
No documentário, “Eu sou Lia”, afirma que nasceu com o dom de cantar de ciranda. Este fato é que possibilitou que este gênero musical não desaparecesse, segundo o músico Naná Vasconcelos.

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Chico Buarque: Terra e Morte e Vida Severina, parcerias na denúncia do latifúndio

A poesia de João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina, fez com que Chico Buarque de Holanda musicasse os poemas para o teatro, em parceria com o poeta pernambucano. O encontro de dois mestres dos versos que se uniam além da música, também através da sociologia, Chico, filho de Sérgio Buarque de Holanda, autor do clássico “Raízes do Brasil” e João Cabral, primo de Gilberto Freire, autor de “Casa grande e senzala”. A união se destinava em levar aos palcos dos teatros, em 1965, um dos mais profundos livros da poesia brasileira, “Morte e Vida Severina”, que teria na direção Roberto Freire, que denunciou as condições dos sertanejos e do iniciante compositor de A Banda.

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João Cabral de Melo Neto: Um Severino da poesia

João Cabral de Melo NetoO poeta e diplomata pernambucano, João Cabral de Melo Neto, estaria completando 93 anos nesta quarta-feira. Nascido em 09 de janeiro de 1920, o autor de a Pedra do Sono (1942), Morte e Vida Severina (1955), Tecendo a Manhã (1999), dentre outras obras, faleceu no dia 09 de outubro de 1999, deixando sua marca na literatura brasileira.

Sua Obra “Morte e Vida Severina” é uma denúncia do sertão nordestino. Ela conta a trajetória de um sertanejo de nome de Severino que deseja sair do sertão para o litoral.  A abertura do poema é um dos trechos mais conhecidos da obra:

“O meu nome é Severino,

não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias”.
“Morte e Vida Severina” foi musicada por Chico Buarque em 1965, para uma peça do diretor de teatro Roberto Freire. ‘’Funeral de um Lavrador’’, se tornou um hino da denúncia do latifúndio.
Veja Funeral de um lavrador – Chico Buarque
O poema também se tornou um filme musical no ano de 1977, com direção de Zelito Viana e a participação dos atores, Tânia Alves, José Dumont, Stênio Garcia, Luiz Mendonça, Elba Ramalho e Jofre Soares.
João Cabral de Melo Neto foi membro da Academia Pernambucana de Letras e a Academia Brasileira de Letras.
E Ainda:
A fundação Joaquim Nabuco de Recife e a TV Escola realizaram uma animação em 3D, com desenhos do cartunista Miguel Alves para retratar a poesia de  João Cabral de Melo.
Morte e Vida Severina em Desenho animado

A Violeira: uma mulher nordestina e sonhadora nos versos de Tom Jobim e Chico Buarque

O filme “Pra viver um grande amor” (1983) trouxe Elba Ramalho a fazer menção do Ceará na poesia de Buarque e Tom Jobim
Em uma noite em Olinda no ano 2000, na casa de um velho amigo, estava a revirar seus cd´s. Hábito de pouca educação, mas para um viciado por livros, música e informação, é incontrolável. Nessa noite encontrei um disco do Chico Buarque, me lembro que continha a música “Retrato em Branco e Preto”, mas neste mesmo álbum tinha um som que demorei muitos anos depois para ouvir de novo.

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