Emicida lança parceria com Vanessa da Mata na música Passarinhos

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No dia 24 de julho de 2015, o cantor Emicida lançou no youtube mais uma canção com o nome de “passarinhos” que comporá o novo disco do artista que tem o nome de “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa” que será lançado em breve.
A música que tem a presença de Vanessa da Mata, tem o ritmo inspirado na cantora. Os dois juntos com Guilherme Arantes participaram de um episódio do programa da Multishow, “Música Boa” apresentado por Thiaguinho. Continuar lendo

Emicida e Tico Santa Cruz denunciam a ausência da mídia na greve dos professores de São Paulo

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Os professores do Estado de São Paulo aprovaram nesta sexta-feira (28/03) a continuação da greve da categoria que se iniciou no dia 16 de março. A passeata liderada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), reuniu 60 mil pessoas e terminou no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP).

Os professores denunciaram a cobertura da Rede Globo de televisão que está ignorando a greve e lançaram uma campanha pedindo das pessoas que apoiem o movimento liguem para a emissora para mostrar o movimento. Continuar lendo

Emicida, Criolo e Hulk posicionam-se a favor do Nordeste e contra o preconceito

Criolo_Emicida_HulkApós os resultados das eleições presidenciais de 2014, os moradores da região Nordeste do Brasil foram atacados pelo alto índice de votação na presidente Dilma Rousseff.

Um dos ataques veio do comentarista do Manhattan Conection, Diogo Mainardi, programa da Globo News que verbalizou: “O Nordeste sempre foi retrógrado, sempre foi governista, sempre foi BOVINO, sempre foi subalterno em relação ao poder, durante a ditadura militar, depois com o reinado do PFL e agora com o PT. É uma região atrasada, pouco educada, pouco construída que tem uma grande dificuldade para se modernizar na linguagem. A imprensa livre só existe da metade do Brasil para baixo. Tudo que representa a modernidade tá do outro lado”.

Frente a grande quantidade de comentários preconceituosos contra a região Nordeste, músicos como Criolo e Emicida, assim como o jogador de futebol, Hulk destacaram a importância do Nordeste. Continuar lendo

Emicida: A rua é nois!

Emicida canta Calçada da Funarte
Fãs comparam o rapper ao Rei do Baião Luiz Gonzaga
Na noite de ontem (16/04), na Sala Funarte Sidney Miller na Cidade do Rio de Janeiro, Emicida cantou junto com os fãs do lado de fora do prédio. Pois muitos não conseguiram comprar o ingresso, já que o local só tinha 140 lugares. Em explicação no facebook, o cantor declarou que “os ingressos esgotaram rápido, aí pegamos os equipamentos e fizemos o show na calçada com nossos irmãos e irmãs que ficaram de fora!”

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Papel, Caneta e Coração: homenagem de fim de ano de Emicida reafirma compromisso com o rap e com parceiros

Tantos recados dados em uma mensagem de final de ano. Foi deste modo que o cantor e compositor, Emicida, juntamente com o Laboratório Fantasma presenteou os fãs, parceiros, família e amigos em um clipe. O vídeo foi postado no youtube no dia 30 de dezembro de 2013, com o nome de “Papel, caneta e coração”.

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Rua Augusta: Da gang de Ronnie Cord às mulheres de Emicida

 
Uma rua  Augusta é conhecida pela velocidade do rock nacional e do neon do rap de Emicida. Ela liga os jardins com o Centro de São Paulo e as primeiras referências do seu nome são de 1875, com o nome de Maria Augusta, e só Rua Augusta em 1897.
As características da rua ao longo da história e de sua extensão marcaram sua fama na cidade de São Paulo e no Brasil. Herve Cordovil foi um dos que traduziu na música algumas dessas caracterisitcas. Parceiro de Luiz Gonzaga, na música “vida de viajante”, Cordovil fez a letra que foi cantada no ano de 1963 por seu filho Ronald Cordovil, conhecido por Ronnie Cord.
Ronnie Cord – Rua Augusta
A música ressalta a juventude da década de 1960 que tinham suas motos e carros embalados na velocidade das mudanças de costumes trazidos com o rock e o movimento da jovem guarda.
Além da versão de Ronnie Cord, a música foi cantada pelo grupo Os Mutantes, no disco “Mutantes e seus cometas no pais do Baurets” em 1972 e por Raul Seixas que deixou uma das versões mais conhecidas do grande público.
Os Mutantes – Rua Augusta
A Letra:
“Entrei na Rua Augusta a 120 por hora Botei a turma toda do passeio pra fora Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina Parei a quatro dedos da vitrina
Hay, hay, Johnny Hay, hay, Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Hay, hay, Johnny Hay, hay, Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo
Meu carro não tem breque, não tem luz, não tem buzina Tem três carburadores, todos os três envenenados Só pára na subida quando acaba a gasolina Só passa se tiver sinal fechado
Toquei a 130 com destino à cidade No Anhangabaú eu botei mais velocidade Com três pneus carecas derrapando na raia Subi a galeria Prestes Maia Tremendão
Hay, hay, Johnny Hay, hay, Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Hay, hay, Johnny Hay, hay, Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo”
Denuncia social na voz de Emicida
A falta de luz nos carros da juventude descrita na versão de Cordovil cedeu lugar às mulheres que esperam os faróis e o neon da música de Emicida.
A prostituição é uma das características da rua. A frase da canção “Mema grana que compra sexo, mata o amor / Traz a felicidade, também chama o rancor” demonstra as conseqüências do ato sexual em troca do financeiro.
Emicida – Rua Augusta
O clipe expõe o cotidiano de uma mulher que mora em uma casa com o seu filho, que fuma vários cigarros ao longo do dia, para apagar o sofrimento conforme o verso da canção, “Cada cigarro leva 1 ano de sofrimento”.
O ritual de acordar, ajeitar a casa, cuidar da criança, se vestir, deixar o filho com alguém, a vizinhança que discrimina, até a chegada na rua é construída visualmente. Em paralelo com a música que prima pela denúncia dos clientes, da tentativa de segurar o sofrimento, do perigo, o sonho do estrangeiro e da degeneração das ruas.
Uma das ruas mais conhecidas do Brasil, demonstra nestas duas músicas os dilemas atuais das ruas de São Paulo e do Brasil que são as drogas, os acidentes de trânsito, a delinqüência, a prostituição e a desigualdade social.
Conheça a letra Rua Augusta de Emicida:
Rua Augusta
Emicida
As maquiagem forte esconde os hematoma na alma.
Fumando calma ela observa os faróis que vem e vão, viver em vão.
Os que vem e não te tem são se necessário homem de bem fujão.
Que não agüentou ser solitário.
Mema grana que compra sexo, mata o amor.
Traz a felicidade, também chama o rancor.
As madruga que testemunho vermelho sangue na unha.
Sem nome varias “alcunha” dentro da bolsa de punho.
Garota propaganda da cidade fria em seus caminhos.
1 milhão de seres 1 milhão de seres sozinhos.
Sonha como se não vivesse, vive se perguntando.
Porque que não morre mistura lagrima e suor no corre.
Conta dinheiro no banco do passageiro e só.
Que vira leite pro filho ou 15 gramas de pó.
Foda-se se é erro quem fez o certo? Jesus.
E seis agradeceram como ? Pregando ele numa cruz!
Cortando às hora com um casaco de “vizon”
No olho a cor ta combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon…
E o neon piscando no motel as vezes falha.
Auto-ditada aprimora o estilo enquanto trabalha.
E se flagra chorando em frente ao espelho.
Bola mais um acende puxa disfarça o olho vermelho. Volta..
O seu novo amor ta de partida.
Ele espera acaba a noite ela espera acaba a vida
Cada cigarro leva 1 ano de sofrimento.
Ela manda um maço, e de novo ta pronta pro arrebento.
Ri com os “traveco” no breu, com o vulgo que a rua deu.
Entra no carro se lembrando das amigas que morreu, Sampa…
Pra quem vem de fora é uma beleza.
Mas a única coisa que todos tem aqui é a certeza.
Seu pai só reclamava enquanto trampava ela dormia.
Isso não deixava a vida nos conforme.
Pra se redimir ela vaga todas as madruga ai.
Fazendo um dim como pode enquanto ele dorme.
Cortando às hora com um casaco de “vizon”
No olho a cor ta combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon…
A vizinhança réu, um mar de juiz papel.
Afago pra lá infeliz, mais um trago miss.
Com sorte passaporte América do norte. Please.
Europa diz “ahhhh” um sonho eu quis.
Assassinada por um rato, num motel barato.
Agoniza na cama DRAMA, estatística fato.
Um nóia sujo advogado bêbado confuso.
Pai de família, pastor com a fé em desuso.
Matilha de dois ou de homem grande vilão.
Cliente frio produto sem coração.
Corpo marcado cicatriz de gado, ao relento.
Vai pra coleção de sofrimento.
Princesa dos esgoto sujo seio novo sobre o bojo.
Virgem em solo inimigo, NOJO!
Esperança triste.
Adubo do sonho da infância pura, buscando em si se isso ainda existe.

 

Criolo: É verdade! “Na quebrada escorre sangue”

 
Nos Trilhos, logo após a Rodoviária, na Avenida Borges de Melo, em Fortaleza (CE), às 17 h, neste domingo (11/03), em uma “quebrada” como diz o final da música “Cálice” de Criolo, um corpo espalhado se situava sobre os trilhos. Uma multidão em volta, isolada pela fita colocada pelos policiais, mostrava um corpo retalhado, e uma cabeça posta sobre a pista, onde vi a cena pela janela de um ônibus.

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