Sergio Sampaio: Um filho ilustre de Cachoeiro do Itapemirim

Cachoeiro do Itapemirim (ES) já cedeu grandes nomes pra música brasileira como o Rei da Jovem Guarda, Roberto Carlos, o produtor Carlos Imperial e o compositor Raul Sampaio. Mas foi no dia 13 de abril de 1947, nascia um dos nomes tidos como malditos na Música Popular Brasileira, Sergio Moraes Sampaio.

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Edy Star: Uma estrela de coragem na música brasileira

Edivaldo Souza nasceu no dia 08 de janeiro de 1938 e  trabalhou na Petrobras, mas foi nas artes que encontrou-se. Edivaldo Souza virou Edy Star e foi um dos integrantes da “Sociedade da Grã Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez”, mas para além de ser parceiro de Raul Seixas, Miriam Batucada e Sergio Sampaio, Star é um dos grandes artistas do Brasil. Foi o primeiro músico a assumir a homossexualidade, mesmo sendo casado com uma mulher.

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Miriam Batucada: Um toque de batuque na Grâ Ordem Cavernista

A demissão da Arno por batucar no teclado foi uma das façanhas de Miriam Angela Lavecchia, que ficou conhecida nacionalmente como Miriam Batucada. Nascida no dia 28 de dezembro de 1946, veio ser registrada somente no dia 1 de janeiro de 1947.

O ritmo musical de Miriam era o samba, mas em 1971 gravou junto com Raul Seixas, Eddy Star e Sérgio Sampaio, o celebre ” Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10″.

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Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida – 24 anos sem Raul Seixas

São 24 anos sem Raul Seixas. No dia 21 de agosto de 2013, o profeta da Sociedade Alternativa e do Novo Aeon deixava estas terras para novas aventuras. O poeta reflete sua própria morte na música “Canção para minha morte”, em que abre a poesia com os seguintes versos:
“Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
(Canção para minha morte, Raul Seixas)

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Cazuza: Ideologia, Brasil, Burguesia e O Brasil vai ensinar o mundo, o amadurecimento político do poeta

A burguesia fede! Um poeta rebelde antes do adeus afirmou. Agenor de Miranda Araújo Neto, Cazuza, nasceu na Cidade do Rio de Janeiro em 4 de abril de 1958 e morreu no dia 7 de julho de 1990 com 32 anos.
Do primeiro disco com o Barão Vermelho em 1982 ao último gravado em 1989, não é só refinamento do poeta que é visto. Mas sim o amadurecimento político de Cazuza.

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Rua Augusta: Da gang de Ronnie Cord às mulheres de Emicida

 
Uma rua  Augusta é conhecida pela velocidade do rock nacional e do neon do rap de Emicida. Ela liga os jardins com o Centro de São Paulo e as primeiras referências do seu nome são de 1875, com o nome de Maria Augusta, e só Rua Augusta em 1897.
As características da rua ao longo da história e de sua extensão marcaram sua fama na cidade de São Paulo e no Brasil. Herve Cordovil foi um dos que traduziu na música algumas dessas caracterisitcas. Parceiro de Luiz Gonzaga, na música “vida de viajante”, Cordovil fez a letra que foi cantada no ano de 1963 por seu filho Ronald Cordovil, conhecido por Ronnie Cord.
Ronnie Cord – Rua Augusta
A música ressalta a juventude da década de 1960 que tinham suas motos e carros embalados na velocidade das mudanças de costumes trazidos com o rock e o movimento da jovem guarda.
Além da versão de Ronnie Cord, a música foi cantada pelo grupo Os Mutantes, no disco “Mutantes e seus cometas no pais do Baurets” em 1972 e por Raul Seixas que deixou uma das versões mais conhecidas do grande público.
Os Mutantes – Rua Augusta
A Letra:
“Entrei na Rua Augusta a 120 por hora Botei a turma toda do passeio pra fora Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina Parei a quatro dedos da vitrina
Hay, hay, Johnny Hay, hay, Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Hay, hay, Johnny Hay, hay, Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo
Meu carro não tem breque, não tem luz, não tem buzina Tem três carburadores, todos os três envenenados Só pára na subida quando acaba a gasolina Só passa se tiver sinal fechado
Toquei a 130 com destino à cidade No Anhangabaú eu botei mais velocidade Com três pneus carecas derrapando na raia Subi a galeria Prestes Maia Tremendão
Hay, hay, Johnny Hay, hay, Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Hay, hay, Johnny Hay, hay, Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo”
Denuncia social na voz de Emicida
A falta de luz nos carros da juventude descrita na versão de Cordovil cedeu lugar às mulheres que esperam os faróis e o neon da música de Emicida.
A prostituição é uma das características da rua. A frase da canção “Mema grana que compra sexo, mata o amor / Traz a felicidade, também chama o rancor” demonstra as conseqüências do ato sexual em troca do financeiro.
Emicida – Rua Augusta
O clipe expõe o cotidiano de uma mulher que mora em uma casa com o seu filho, que fuma vários cigarros ao longo do dia, para apagar o sofrimento conforme o verso da canção, “Cada cigarro leva 1 ano de sofrimento”.
O ritual de acordar, ajeitar a casa, cuidar da criança, se vestir, deixar o filho com alguém, a vizinhança que discrimina, até a chegada na rua é construída visualmente. Em paralelo com a música que prima pela denúncia dos clientes, da tentativa de segurar o sofrimento, do perigo, o sonho do estrangeiro e da degeneração das ruas.
Uma das ruas mais conhecidas do Brasil, demonstra nestas duas músicas os dilemas atuais das ruas de São Paulo e do Brasil que são as drogas, os acidentes de trânsito, a delinqüência, a prostituição e a desigualdade social.
Conheça a letra Rua Augusta de Emicida:
Rua Augusta
Emicida
As maquiagem forte esconde os hematoma na alma.
Fumando calma ela observa os faróis que vem e vão, viver em vão.
Os que vem e não te tem são se necessário homem de bem fujão.
Que não agüentou ser solitário.
Mema grana que compra sexo, mata o amor.
Traz a felicidade, também chama o rancor.
As madruga que testemunho vermelho sangue na unha.
Sem nome varias “alcunha” dentro da bolsa de punho.
Garota propaganda da cidade fria em seus caminhos.
1 milhão de seres 1 milhão de seres sozinhos.
Sonha como se não vivesse, vive se perguntando.
Porque que não morre mistura lagrima e suor no corre.
Conta dinheiro no banco do passageiro e só.
Que vira leite pro filho ou 15 gramas de pó.
Foda-se se é erro quem fez o certo? Jesus.
E seis agradeceram como ? Pregando ele numa cruz!
Cortando às hora com um casaco de “vizon”
No olho a cor ta combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon…
E o neon piscando no motel as vezes falha.
Auto-ditada aprimora o estilo enquanto trabalha.
E se flagra chorando em frente ao espelho.
Bola mais um acende puxa disfarça o olho vermelho. Volta..
O seu novo amor ta de partida.
Ele espera acaba a noite ela espera acaba a vida
Cada cigarro leva 1 ano de sofrimento.
Ela manda um maço, e de novo ta pronta pro arrebento.
Ri com os “traveco” no breu, com o vulgo que a rua deu.
Entra no carro se lembrando das amigas que morreu, Sampa…
Pra quem vem de fora é uma beleza.
Mas a única coisa que todos tem aqui é a certeza.
Seu pai só reclamava enquanto trampava ela dormia.
Isso não deixava a vida nos conforme.
Pra se redimir ela vaga todas as madruga ai.
Fazendo um dim como pode enquanto ele dorme.
Cortando às hora com um casaco de “vizon”
No olho a cor ta combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon…
A vizinhança réu, um mar de juiz papel.
Afago pra lá infeliz, mais um trago miss.
Com sorte passaporte América do norte. Please.
Europa diz “ahhhh” um sonho eu quis.
Assassinada por um rato, num motel barato.
Agoniza na cama DRAMA, estatística fato.
Um nóia sujo advogado bêbado confuso.
Pai de família, pastor com a fé em desuso.
Matilha de dois ou de homem grande vilão.
Cliente frio produto sem coração.
Corpo marcado cicatriz de gado, ao relento.
Vai pra coleção de sofrimento.
Princesa dos esgoto sujo seio novo sobre o bojo.
Virgem em solo inimigo, NOJO!
Esperança triste.
Adubo do sonho da infância pura, buscando em si se isso ainda existe.

 

Chico Buarque: união de baião e rock gerou a música Baioque

A fusão do estilo divulgado por Luiz Gonzaga com o rock trazido pelos tropicalistas na figura de Gilberto Gil ou com Raul Seixas, tinha o apelido de Baioque. Chico Buarque utilizou o nome do cruzamento de estilos, em uma composição sua no ano de 1972.
“Baioque” foi lançada no filme “Quando o Carnaval Chegar” de Cacá Diegues, com atuação de Chico Buarque, Nara Leão, Maria Bethania, Hugo Carvana e Antonio Pitanga.

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